entre um dia e outro

2009 E 2010: ARQUIVO DE RESIDÊNCIAS . 2011 e 2012: PROJETO ESCUTA NÔMADE

Arquivo para intelectuais

1º/setembro – Rafael Magalhães e a memória de Porto Alegre

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Hoje à tarde fui tomar um café com Rafael Magalhães acertando um Percurso sobre o Teatro de Resistência, sugestão de Vladimir Ungaretti. Conversamos sobre o seu livro Tragédia na Rua da Praia, seu trabalho como jornalista, memorialista e editor. Em tempo: o percurso sobre o Teatro de Arena, sobre a pressão à peça Gota D’Água, defesa armada do Teatro, solidariedade dos artistas visuais, entre outros temas já ficou acertado. Rafael Magalhães fala AQUI sobre alguns dos pontos que serão visitados m

31/agosto – Associação Satélite Prontidão

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Quase meia-noite. O post será rápido, inversamente proporcional a importância da Associação Satéçite Prontidão que desde 1902 atua criando espaços para a cultura negra. Hoje pela manhã estive lá com a Gabe conversando com o presidente, seu Nilo Feijó e os assuntos foram da história à religiosidade passando pelo samba. Aprendi, por exemplo, que o mestre sala, uma espécie de guarda do estandarte é um guerreiro e sua dança influenciada pela capoeira.

Os clubes negros
Seu Nilo explicou que pelo fato da divisão étnica ser tão demarcada os negros tiveram que construir em Porto alegre todos os seus espaços, daí existirem em outros tempos 50 associações e clubes negros. A Associação Satélite Prontidão além de lugar de festa e música, se comprometia com a alfabetização e com o pecúlio; ainda hoje esta preocupação com a educação existe com a oferta de um curso pre-vestibular e um curso de informática. E o samba como carro-chefe. Agora, aos sábados samba-rock. A conversa foi longa, prazeirosa e posto AQUI um trecho deste privilégio que tivemos. Voltaremos a entrar em contato. Acho que ele será o mediador do nosso percurso sobre musicalidade afro-brasileira.

27/agosto – Wladimir Ungaretti, muito prazer


Foto de Wladimir Ungaretti

Por conta de orientação para um Percurso sobre a Ilha do Presídio fomos conversar com Wladimir Ungaretti, anarquista, flaneur, uma pessoa chegada à deriva que entre outras coisas é professor de fotojornalismo. Ouvi com gosto falar da ousadia com que fazia as fotos que desejava fazer, das máquinas lomo, sua paixão, de motocicletas e scooters, da reserva que procura dar à sua vida, da breve passagem por Fortaleza há bons anos (esteve na então Escola Técnica, por conta de um encontro estudantil), do sonho de voltar a lugares onde já esteve. Ativista da informação, está sofrendo um processo que censura o seu Blog Ponto de Vista (Link aqui) Foi firme em não querer mediar um percurso, mas indo muito além sugeriu roteiros sobre teatro de resistência e escolas de samba, apontou nomes para mediadores, lugares para se conhecer e emprestou seu nome para contatos. Generosidade à flor da pele.
Na mochila, uma lomo russa de plástico e uma sólida analógica

31/agosto – Conversas sobre o Arroio Dilúvio

Rafael Davos

Rafael Davos

Logo depois do almoço nos encontramos no Mercado com Rafael Devos e reencontramos por acaso com Vladimir Ungaretti. Mais conversas sobre fotografia. Relembrando o que falei no post sobre ele: o seu site é especial, extraordinário mesmo. A conversa com o Rafael Devos que trabalha com antropologia visual foi muito produtiva e já estamos pensando em um percurso sobre o Arroio do Dilúvio, um braço d’agua de doze quilômetros. Ele está engajado em uma pesquisa que busca resgatar as memórias e vínculos afetivos das pessoas dos diversos bairros por onde aquele o curso d’água passa. Conversamos bastante sobre as ilhas, aprendi que os pescadores são apenas uma das comunidades. Que existem muitas outras que querem se fazer ouvir e que não poucas estão cansadas de aproximações institucionais. Ou seja, cautela e mais cautela na criação de um roteiro sobre a ilhas.

O Arroio no Atlas Ambiental de Porto Alegre

O Arroio no Atlas Ambiental de Porto Alegre

Um e-mail do Rafael Devos no fim da tarde
Gaby, Julio, seguem os contatos prometidos:

Luiz Fernando Caldas Fagundes
Cientista Social – Núcleo de Políticas Públicas para os Povos Indígenas
Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana
Prefeitura Municipal de Porto Alegre
(51) 32897036 – (51) 98183052
fagundes@sdhsu.prefpoa.com.br

Bábà Diba de Iyemonjà
Babalaorisà, Filho de Iyemonja e Odé, Foi iniciado na religião de Matriz Africana em 30 de dezembro de 1980, pelas mãos poderosas da Iya Obaoluaje, mãe Otilha de Sango e seus assentamentos concluídos em 16 de julho de 1983.Baba Diba de Iyemonja é de Tradição Jeje e é o terceiro zelador da Comunidade Terreira Ile Axé Iyemonja Omi Olodo. Participa da ONG AFRICANAMENTE, e de diversos movimentos sociais e organizações ligadas à cultura afro-brasileira

Vocês encontram o contato dele em
http://babadybadeyemonja.blogspot.com;
ou na ONG http://www.africanamente.blogspot.com/

o documentário que falei, para fazer uma exibição, vocês podem ver um trailer em:
http://www.ocusimagens.com.br/html/portfolio/documentarios/documentarios-bara.php
participaram do video Baba Diba de Iyemonjá e Mestre Borel, além de outros religiosos de matriz africana

Sobre as Ilhas, verei se consigo algum contato mais direto, mas em todo caso, vocês podem contatar o pessoal da COOPEIXE, eles tem uma banca no Mercado Público de Porto Alegre (em frente à Av. Siqueira Campos), e também podem fazedr contato com a Colônia Z5 de pescadores, na Ilha da Pintada – eles continuam organizando visitas à Ilha da Pintada, almoço com peixe na taquara, passeio de barco, etc, seria a forma mais fácil de encaminhar o percurso.
Além da COOPEIXE, tem um ponto de cultura que funciona na Escola Mabilde, e na Ilha dos Marinheiros quem organiza essas atividades é o Clube de Mães, além da Associação dos Catadores de Materiais de Porto Alegre Ilha Grande dos Marinheiros – Porto Alegre . Como disse na nossa reunião, precisaria primeiro retomar estes contatos antes de propor alguma atividade, de acordo com o interesse das lideranças, não sei se teremos tempo.

Sobre o projeto Habitantes do Arroio, falei com a Ana Luiza, coordenadora do projeto. Ela gostou da idéia de fazermos um percurso pelo arroio, vamos elaborar uma proposta por escrito para vocês, se for possível realizar em novembro esta atividade. Seria um percurso por alguns pontos do Arroio Dilúvio, já assinalados no Blog da pesquisa. Temos material audiovisual, fotos antigas, depoimentos de moradores, técnicos, engenheiros, etc.

mantemos contato.

um abraço

Rafael Devos