entre um dia e outro

2009 E 2010: ARQUIVO DE RESIDÊNCIAS . 2011 e 2012: PROJETO ESCUTA NÔMADE

Arquivo para desafios urbanos

28/agosto – Novos, velhos pobres

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Andando pelas ruas de Porto Alegre, percebemos imediatamente que a pobreza não é epidêmica como em tantos estados do país. O nível econômico e cultural permite que exista em um bar elegante um evento de literatura pago (R$10,00 para ouvir uma seleção de textos comentada com humor, vinho à parte). Restaurantes vegetarianos a cada esquina, feiras ecológicas são indícios de educação e desenvolvimento humano. Entretanto,a pobreza parece ter um lado mais duro por transparecer um viés étnico. O professor de jornalismo Wladimir Ungaretti, diz em seu blog, que nunca teve um aluno negro. Talvez, a única diferença do resto do Brasil é que aqui as delimitações são mais nítidas. O crack também iguala Porto Alegre ao resto do país, tornando o conceito de pobreza velho, ineficaz, como aprendi com Eduardo Solari.
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Mas a resistência existe. Terei pela frente conversas com articuladores de resistência de movimentos indígenas e negros. Hoje, da janela, vi uma passeata convocada pelo Movimento Negro Unificado. Suas bandeiras de luta: Pela titulação imediata e sustentabilidade das terras quilombolas; pela retirada das tropas brasileiras do Haiti; reparação já.

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