entre um dia e outro

2009 E 2010: ARQUIVO DE RESIDÊNCIAS . 2011 e 2012: PROJETO ESCUTA NÔMADE

Arquivo de bairros

30/agosto – Domingo na estrada

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Uma cidade é grande quando você pensa que está começando a entendê-la, a se movimentar e ela se apresenta de um jeito novo, que lhe deixa tão desorientado quanto no primeiro dia que você a viu. Hoje, Porto Alegre me deu um giro que me levou a um momento de chegada. Gabe me levou para almoçar como quem vai na esquina e me levou pra zona sul, saindo sempre, passando pelo enorme e central Parque da Marinha, pelo bairro da Assunção, passando por Ipanema, chegando aos bairros bem mais distantes como Restinga, uma região bem popular onde vive um quinto da população, indo adiante até uma pequena reserva indígena, até zonas bem rurais do munícipio onde almoçamos e depois voltamos por bairros com praia de rio, também bem populares.

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Dá gosto as famílias, grupos de amigos levando lonas, cadeiras, carnes pra churrasco se abancando ao sol. Entre os jovens, o funk, as rodas alegres, os casais namorando. Também passamos por marinas, por bairros de ricos, com mansões tradicionais, em morros ou ao lado do rio, em ruas quase privativas, belissimas, que me fez pensar como é a distribuição de renda na cidade. Enfim, muito para um dia, muito mais para um post. Sigo pensando como incorporar um pouco deste domingo on the road que a Gabe me deu, com suas singularidades e as tipificidades, aos dezesseis percursos que realizaremos nesta cidade.

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26/agosto – Assunção, antigo bairro de pescadores

Hoje. Claudia Paim levou-nos para conhecer o bairro Assunção, que ocupa uma faixa bem estreita de uma encosta do Guaíba. Logo do lado fica uma avenida de trânsito relativamente rápido e do outro lado um condomínio elegante. As casas do bairro são todas erigidas na base da autoconstrução, com soluções criativas e gambiarras apontando de quando em vez. Esteticamente, muito encantador. O contraste com iates, com o contexto luxuoso da área impressiona. Fomos guiados por Zé, comerciante e presidente da associação, que conhecemos ali mesmo. Depois de duas descidas, quando já íamos embora conhecemos por um golpe de sorte ou sincronismo Neca, moradora dali, que fez um trabalho de história oral. Imediatamente, já convidei para mediar um Percurso. Depois de passarmos quase uma tarde pensando em possíveis percursos com aquela comunidade, em poucos minutos pude juntar os pedaços e pensar numa proposta de construção da história coletiva, visitas, pátios defronte ao mar.  Este percurso será inesquecível. Obrigado, Claúdia Paim. Posto AQUI um vídeo bem curto com a Neca falando sobre a história do bairro.