entre um dia e outro

2009 E 2010: ARQUIVO DE RESIDÊNCIAS . 2011 e 2012: PROJETO ESCUTA NÔMADE

Arquivo de artistas

29/agosto – A casa-barco de Eduardo Navarro

a maquete, uma das fases do processo

a maquete, uma das fases do processo

O artista Eduardo Navarro vai construir uma casa-barco que à medida que navegue pelo Guaiba vá purificando-o tal qual uma estação de tratamento clandestina. Nas palavras dele: Mucho va a ir variando durante el proceso de creación ya que suelo trabajar utilizando todas las limitaciones que encuentro tanto temporales, económicas y espaciales. Busco crear los trabajos dejando en evidencia el trabajo manual en el sentido mas básico de la idea, (dejando ver la mano que lo creo, no me interesa la prolijidad sino en cambio la fragilidad de los recursos en este caso) Quiero que este proyecto no sea una proyección a larga distancia sino que en cambio sea una idea que nace desde adentro de POA y se mimetiza con la clandestinidad y la marginalidad de emprendimientos que evaden leyes, como por ejemplo el mercado que me comentastes que vende artículos ilegales, el camelodromo. Quiero que el trabajo actué como un emprendimiento clandestino y consecuentemente marginal. Al mismo tiempo todas estas condiciones no pretenden crear una denuncia sino en cambio crear una mímica a una realidad social utilizando una estructura preexistente,(la infraestructura con la que se materializa los emprendimientos ilegales), yo estoy interesado en trabajar con la fragilidad con la que estos emprendimientos nacen, funcionan, y mueren.

Imagem de referência utilizada pela curadoria

Imagem de referência utilizada pela curadoria

28/agosto – Mostra Biografias Coletivas

Desenho para instalação Círculo de Fogo, realizada em 2007
Projeto de Círculo de Fogo, de Juan Downey, realizado em 2007.

Abolindo as fronteiras entre histórias individuais e histórias coletivas e sociais, esta mostra é particularmente interessante para criar interfaces da Bienal com os Percursos Urbanos. É o momento de conhecer as propostas de Abraham Cruzvillegas, Juan downey, Daniel Buetti, Jordi Colomerm, Pablo Rivera, Pedro Reyes, da dupla Hoffman’s House e pensar se há a possibilidade de algum cruzamento com texto da cidade. Ouça AQUI Camilo Yañez, que além de curador-geral é curador desta mostra espécifica, discorrendo sobre sua proposta.

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28/agosto – Uma história coletiva e dispersa da Bienal

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Hoje passei mais tempo no escritório da Fundação Bienal tentando deixar a lista de percursos mais definida pois viajo para Rosário na terça e só volto em outubro. A maior parte das pessoas que trabalham aqui são bem jovens, envolvidos com temas interessantes e já trabalharam em muitas outras edições da Bienal. Poucos são funcionários permanentes da Bienal. O escritório é surpreendentemente simples, bem vintage, merecendo algumas novas cadeiras.

Ao final do dia
Propus para Mônica Hoff mediar um percurso sobre a histórias das diversas edições da Bienal do Mercosul, mas de forma que todos os participantes compartilhem suas memórias. Acredito que o resultado será muito bom, certamente gravarei, porque percebo em boa parte da cidade um afeto, uma curiosidade pela Bienal. E uma certa fidelidade, ouvi várias vezes as pessoas dizendo que foram a todas edições, etc. E elas terão o que falar; juntando um fio condutor que explique as diferenças curatoriais com tais subjetividades teremos um memorável encontro.

Uma coleção de passeios
Ao final da conversa, descubro uma identidade, o gosto por passeios situacionistas, digamos assim. Mônica coelciona passeios, ou seja, as pessoas dão a ela propostas de passeios que ela realiza. Assim, contei para ela da experiência que eu realizo com o Ítalo (Mapas do Medo) sobre os medos de cada um e rapidim ficou interessada em reeditar. Um vídeo com seu depoiemnto sobre sua coleção de passeios encontra-se AQUI.

Marina de Caro e Mônica Hoff

Marina de Caro e Mônica Hoff

25/agosto – Desvenda Feira de Arte Contemporânea

Fomos almoçar com Rodrigo Lourenço para conversar sobre tipografia, pois pretendemos realizar um percurso sobre fontes, letras, esses grafismos que criam uma pele sobre a cidade e os corpos. Acabamos por descobrir que ele já seria incluído em outro percurso que estamos bolando junto com a Claudia Paim, sobre ações de artistas. Foi partir da sua iniciativa de abrir o seu ateliê da Travessa dos Venezianso aos domingos para vender trabalhos de arte contemporânea no formato de bazar (ou gabinete de curiosidades, como ele concebe) que outros artistas da vizinhança fizeram o mesmo configurando a Desvenda. Ele está aberto para intercâmbios com outros artistas que queiram mostrar trabalhos em Poá e exibir em seus estados trabalhos dos artistas daqui.  O blog com bastante fotos e informações pode ser encontrado no endereço http://desvenda.wordpress.com/

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Rodrigo Lourenço cria uma proposta que altera o circuito das artes

25/agosto – Paisagem fragmentada de Pablo Rivera

Protótipo para um mundo melhor, um trabalho anterior de Pablo Rivera

Protótipo para um mundo melhor, um trabalho anterior de Pablo Rivera

Como já disse, a proposta que tenho perseguido para a Bienal é realizar percursos que interajam sempre que possível com alguma obra e visita a pelo menos dois lugares da cidade. Para isso preciso conhecer os projetos apresentados. Transcrevo abaixo uma tradução automatizada de uma apresentação da proposta realizada pelo próprio artista.

Texto traducido:
Título dá Obra: Paisagem fragmentado
Data: 2009

Técnica: Dimensões e materiais volúveis

Descrição da obra:
Neste projeto jogo a combinar diferentes dispositivos e elementos que são postos em circulação no espaço urbano e reunidos no espaço da Bienal.

Os dispositivos são veículos de rodas, que utilizamos para transportar-nos, transportar objetos e matéria-prima e relacionar-nos ou configurar diversos aspectos de nossa realidade urbana.

Os elementos são matéria que evoca uma relação básica ou cultural com a natureza ou uma qualidade de vida associada a ela, uma relação perdida, anestesiada ou sublimada por nossa relação com o urbano ou uma prótese de suspensão desta realidade.

A combinatória de dispositivos e elementos supõe uma certa arbitrariedade, assinalada na possibilidade de um objeto que se nega a reduzir-se a seu caráter puramente formal ou funcional. São combinatórias que tendem a fragilizar sua própria identidade, esfumaçando os limites entre objeto, coisa e acontecimento. O dispositivo é um território a ser colonizado pela paisagem, ou seja transformado em paisagem, em parte de uma paisagem que bem se deconstrói na deriva, bem se reconstrói na reunião dos dispositivos.

Um número determinado de pessoas são os agentes que mobilizam esta combinatória e a relacionam com uma parcela de realidade dada. Não há regras para deslocar-se pela cidade, o percurso mas lógico ou constitui a viagem desde as instalações da Bienal até o domicílio do voluntário e vice-versa. No entanto, existe liberdade para deslocar-se segundo critério próprio.

Além disso, a reunião dos dispositivos ao interior do Bienal não persegue composição formal alguma. A paisagem se constitui na acumulação espontânea dos dispositivos e não como uma composição formal prefixada [cenograficamente.

[Materiais] de [produção] dá obra/ Materiais para a [produción] da obra:
[Kombi] [Split] (até 1975, usada)
Moto (tipo [motoboy],usada)
Triciclos (usados)
Bicicletas (usadas) com grelhas de alforje, antecipe e [atras]
Reboque (usado)
Carretilhas de [construccion] (usadas)
Carros de supermercado (usados)
Carros de ônibus (usados) – resistente
Égua /carro (ver imagem)
Balde de zinco (20 [lts].)
[Arbol] (3.5 [mts]. altura) pereira [japones] ou similar – taça redonda
Pedras ([bolones]) 30 a 40 [cms]. [diametro]
Cacto ([minimo] 1mt. Altura)
Arbustos exuberantes e frondosos
Musgo (manto de namorada)
Fonte (ver imagens) – deve caber no triciclo
Kit bomba água para fontes pequenas
Faróis tipo praça (ver [imagenes]) – deve caber no triciclo
Casinha de vigilância – deve caber no triciclo (usada)
Bancos de praça
Rede
Monumento (busto de [heroe])
Escombros (ruínas)
Gerador portátil (pequeno)
[Bateria] auto 12 [volts].
Carregador [bateria]
[Eliminador] baterias (12 [volts])
Gravações latidos cachorros
Rádio CD [portatiles]

Para uma vida melhor, trabalho anterior de Pablo Rivera


24/agosto – Conhecendo as obras ii

Já é tarde, amanhã cedo vou visitar um edifício ocupado por sem tetos organizados em uma comunidade chamada Utopia e Luta. Depois comento mais artistas. Por enquanto vou apenas listar alguns nomes que compõem a Bienal do Mercosul de 2009: Jordi Colomer, Pablo Rivera, Juan Downey, Ingrid Wildi, Arttur Lescher, Marcela Armas, Gabriel Sierra, Marcelvs, Kadu, Gilberto Sparza.

24/agosto – Conhecendo as obras

Propus que os percursos fizessem um cruzamento com as obras da Bienal e a cidade. Hoje passei a tarde conversando sobre alguns dos artistas com Camilo Yáñez. Documentação videográfica como estratégia artística é o procedimento de artistas como Abraham Cruzvillegas,  veterano de bienais de arte. Ele apresentará dois vídeos colocados uma ao lado do outro; o primeiro com narrativas de sua mãe, o segundo com narrativas de seu pai, e os dois discorrendo sobre o mesmo tema: a construção de sua casa ao longo de muitos anos, tomando como material construtivo, entre outras coias, rochas vulcânicas. O vídeo intercala depoimentos com traços da construção singular. Vamos conhecendo detalhes da autoconsttução, das puxadinhas que fizeram a casa crescer a partir das necessidades da família. È arquitetura, é escultura, é história, Camilo se entusiasma, a vê como uma metáfora da história da América Latina. Uma das mostras chama-se a Árvore Magnética, que tem a curadoria do artista Mario Navarro, reedita a experiência de uma exposição anterior, a Transformer, que reuniu obras que a cada dia eram modificadas. A mostra Árvore Magnética será modficada a cada semana, usandoprocedimentos cosntrutivos e destrutivos.  Entre os artistas encontra-se Courtneys Smith que constrói móveis que se desfazem e refazem.