Podemos aplicar sem medo o adjetivo incrível para a Exposição do norte americano Jim Cambell. O cara ao mesmo tempo tem um domínio impressioanante de tecnologia e tem uma sensibilidade extraordinária. Seus trabalhos independem da novidade tecnologica. Aqui nesta foto vemos pessoas andando na calçada das torres gêmeas – a exposição é sobre o atentado. A imagem se forma através de LEDs que se apagam e acendem. Onde a placa translúcida está mais colada aos LEDs (à direita) a resolução é maior: há uma transição entre o borrado e o definido, entre o digital e o analógico e sobretudo uma fantasmagoria — em Fundación Telefónica.
Mas no trabalho da foto acima, à medida que os LEDs se acendem e apagam os pixels forma a imagem em movimento de um velho andando com sua bengala. É um retrato melancólico, atencioso. Interessante como Jim Campbell faz uma espécie de arqueologia em busca de uma tecnologia já ultrapassada – nestes tempos de nanotecnologia – para fazê-la render mais. Presumo que são placas de arduino que criam a sequencia de liga e deliga das lâmpadas.
Mesmo princípio. Nesta imagem acima as imagens mas nítidas são fixas, apresentadas em uma placa transparente. Por trás da placa, estão LEDs que se apagam e acendem fazendo com que vultos em baixa definição passem pela fotografia. Também uma referência aos mortos no atentado de 11 de setembro.
O sentido deste trabalho não entendi, apenas ficou uma sensacão de instabilidade. Mas é muito bonito e simples. Esta câmera oscila lentamente sobre o pedaço de madeira projetando na tela o prego que está na ponta e o fundo em contínua mudança. Aqui vemos na parede a imagem capturada do prego e de uma mulher que via a exposição. Certamente, pode ser encarada como uma prática teórica na medida que pensa o lugar da câmera no audiovisual em movimento.
Uma pequena – não mais que um dúzia de trabalhos – grande exposição, que somada às leituras da biblioteca fizeram da Fundación Telefónica um refugio de fruição e pesquisa.













