Agora no Rio. Ontem, na pracinha do aeroporto, enquanto esperava a carona, uns pássaros cantavam, impliquei ser uma cacatua avisando “Você está na Floresta Atlântica”. Logo mais à noite começa a IV Mostra Live Cinema com um videomapping. A inovação tecnológica está mais marcada na exibição de abertura pela participação do público na projeção através dos seus próprios celulares: o público instala um aplicativo em seus smartphones que lhe permite interagir com as imagens. Refletir sobre o lugar do público, o tipo de relação que se estabelece com a criação, nos possíveis novos cinemas parece um ótimo começo para esta mostra. Agora conferir como isso é feito e para que é feito, com que intenções poéticas. A tecnologia em uso está longe de ser o mais importante - logo não será mais a mesma – mas a prontidão para a pesquisa, o envolvimento radical com as torrentes do conhecimento; são artistas-surfistas em sintonia corporal/mental com as gigantescas vagas de tecnologias digitais e a arte contemporânea, alegrando-se com a possibilidade de ir o mais longe possível, da forma mais elegante – ou atabalhoada, acontece - que conseguirem. É o movimento de uma época. Nos próximos dias postarei fotos, vídeos e comentários sobre as performances destes artistas-atletas que terei oportunidade de acompanhar no IV Live Cinema e no Festival de Arte Digital que acontece logo em seguida em Belo Horizonte. Seguimos conversando e compartilhando.
Os artistas responsáveis pela proposta de abertura são:
Rafael Marchetti
http://www.rmarchetti.com/index/index1.html
Rachel Rosalen
http://www.rachelrosalen.com.br/
Programação da IV Mostra Live Cinema









