Quando terminaram os percursos para o SESC de São Paulo eu fiz um e-mail para compartilhar alguns das percepções, sentimentos. Na época, eu e a Thaís não tivemos tempo de alimentar um blog. Posto agora o fly, a lista dos percursos, este e-mail e amanhã ou depois algumas fotos para que a nossa memória tenha essa ajuda.
Gente gentil….
também saio agradecido e com a memória saindo pelo ladrão como os novos souvenirs. Fica a visão do terraço do copan, noite de céu aberto com luzinhas dos aviões subindo e descendo, meio a milhões de outras amareladas, ou a milhares vermelhas na ponta dos para-raios, bem abaixo de uma lua que parecia querer se enturmar. Também vou levar a imagem da névoa que foi se fechando sobre a represa, transformando-se em um gravura chinesa, para em seguida não ser mais nada, só névoa e estranhamento. Fica a chuvinha no rosto, sapato meio molhado, alarido educado de adolescentes felizes e uma balsa deslizando por entre dois trapézios. Fica uma história terrível como só as de carochinha podem ser, com lenha, floresta, cavalo, caçador, rapto, escravidão e libertação. E choro e dor e bálsamos. Fica o remorso pelo peso da caixa de som e a vontade de um motorzinho, ou que fosse um vilão de história em quadrinhos levando-a por percursos infindáveis morros acima até mudar de alma. Fica a imagem de plantinhas do Caio Fernando Abreu ainda hoje vivas e bem cuidadas por seu amigo, fica essa sensação de que o afeto gera tempo e disponibilidade, inclusive para passear. Ah… levarei comigo durante muito, muito tempo a lembrança de um trabalhador do mercado improvisando uma venda para compartilhar que experimentávamos naquele percurso guiado pelo Marcos. Claro que Gabriela vai ficar em lguar especial, assim como os guardachuvas, a água, o brigadeiro, a bolsa, todas aquelas pequenas coisinhas, que mostraram um jeito suave de cuidar. Vou continuar lamentando não ter ido ao percurso da Comida de Santo e para compensar vou rir lembrando de quando entrei no quarto do hotel que já estava ocupado: esqueço nunca a mulher segurando com uma mão o lençol acima dos peitos, dando um pulo e aplicando uma portada muito segura na minha cara. A primeira portada ninguém esquece.
Enfim, caros novos amigos, , acho que o mesmo diz a Thaís, não vou esquecer de vocês, da Sandra com quem tenho tantoas identidades estéticas (o gosto pelo Ministry of Sally Walk: algum dia teremos coragem de sermos tão ridículos?), a Tatiane, tão doce e envolvida com missões impossíveis (encotnrar identidade para Sergipe), a Denise que possui dento de casa a mais amável das previdências privadas, o Tomaz que faz da arte exercício de humanidade, o Rafa a tudo atento e atencioso.
Vou fazer um foto mental nossa ao lado da prateada Gabriela e do seu Vicente. Não sou muito dado a nostalgias mas quem sabe algum dia eu não queira mostrar algumas fotos antigas, falar de coisas que aconteceram, assim pequenas, assim especiais.
Júlio









