28/06/2011 às 12:00 · Arquivado em São Paulo
PROJETO: PERCURSOS URBANOS
MOSTRA SESC DE ARTES – 19 à 28/11
19/11 SEXTA
SESC CONSOLAÇÃO
19h30 / 23h
A São Paulo epifânica de Caio Fernando de Abreu. Neste roteiro iremos acompanhar a literatura e personagens de um autor mestre na exposição da solidão humana, da procura por amor e cumplicidade. O circuito do baixo centro servirá de ambiente para leituras e dramatizações.
Mediador: Rodolfo Lima
Trabalhos como ator: Réquiem para um rapaz triste (2003) e Todas as horas do fim (2004), como diretor: Epifanias (2009) e Epifanias 2 (2010) e a produção da Mostra Cênica Caio Fernando de Abreu (2009).
20/11 SÁBADO
SESC CONSOLAÇÃO
15h / 18h30
Para Além dos Olhos: uma deriva guiada. Um roteiro para pensar nas deficiências das pessoas comuns, profundamente ligadas ao mundo pela visão e incapazes de chegar a ele através de outros sentidos. Como mediador, uma pessoa cega que nos guiará pelos limites e possibilidades da ausência de visão. Vendas para os olhos estarão disponíveis aos participantes.
Mediador: Claudio Marcos Ângelo
Deficiente Visual há 14 anos após sofrer um acidente, é freqüentador da Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual, onde também trabalha no departamento de telemarketing. Toca violão, joga futebol e não dispensa uma partida de dominó.
21/11 DOMINGO
SESC CONSOLAÇÃO
15h / 18h30
A cidade como playground. Neste percurso vamos observar como as estruturas urbanas são reapropriadas e resignificadas por seus habitantes, em especial pelos jovens, em uma provocação à arquitetura instituída. Skate, Le parkour serão algumas das práticas de transformação urbana a serem vivenciadas, apreciadas e analisadas.
Mediador: Alexandre Barbosa Pereira
Doutor em antropologia social, associado ao Núcleo de Antropologia Urbana da USP, pesquisa práticas culturais juvenis no contexto urbano.
22/11 SEGUNDA
SESC CONSOLAÇÃO
15h / 18h30
Rotas do alimento: do mundo ao mercado. A recomendação para este percurso é levar uma boa sacola porque iremos a mercados para comprar o de comer e o de beber. Ali, entre bacias e balanças, vamos aprender sobre a história da alimentação no Brasil, sobre as origens e disseminação dos produtos agrícolas, enfim será uma boa ocasião para pensar sobre a formação de nossos sabores e gostos.
Mediadora: Dolores Freixa
Historiadora, professora universitária do curso de turismos e patrimônio da Universidade de Guarulhos, guia turística cultural, autora dos livros: “Gastronomia do Brasil e do mundo”; Senc editora e “Culinária brasileira – Raízes culturais do nosso país”; editora Larousse do Brasil.
23/11 TERÇA
SESC CONSOLAÇÃO
15h / 18h30
Pequena Jornada Teológica Poética. Pode a arte ser o lugar do Sagrado? Neste percurso nos propomos a encontrar romancistas, poetas, artistas e conhecer a angústia, a teologia bruta que pulsa no fundo dos seus textos. E depois? Depois Guimarães Rosa nos dirá: “Tudo, para mim, é viagem de volta”.
Mediadora: Cristiane Tavares
24/11 QUARTA
SESC SANTO AMARO
15h / 18h30
Em cada canto um conto: uma experiência teatral Um passeio por lugares da cidade onde memórias pessoais são compartilhadas, ganham vida e tornam-se vivências coletivas através do teatro e da música. Valorização da escuta e dos narradores, exposição de processos criativos serão algumas das marcas deste roteiro dramatúrgico desenvolvido por quatro atrizes.
Mediadores: Grupo Nhê Maria
Grupo de teatro pesquisador da arte cênica em duas vertentes: o improviso e a construção de cenas, tendo como foco encontrar outra relação com a platéia, tendo como guia das ações o resgate da memória e a relação na inserção espaço-tempo.
25/11 QUINTA
SESC SANTO AMARO
15h / 18h30
Arte pelas margens. Onde a ligação do ser urbano com o céu, a floresta, as águas? Neste roteiro propomos uma ligação com a água que vai além das torneiras. Passearemos pela Represa Billings, contemplaremos bichos e gentes, acompanharemos artistas anfíbios e suas práticas resistentes e até conspiraremos por uma cidade zelosa por suas águas.
Mediadores: Mauro Sergio Neri da Silva e Cesar Pegoraro
Mauro Sergio Neri Silva – Mauro é artista, educador, grafiteiro e (ou) artista plástico.
formado em artes visuais, integrante do coletivo Agentes Marginais e idealizador do Projeto Imargem, que realiza ações multidisciplinares envolvendo a comunidade na conservação ambiental.
26/11 SEXTA
SESC SANTO AMARO
19h30 / 23h
Comida de Santo. Oferendas destinadas as Entidades espirituais e aos Orixás, as comidas sagradas dos terreiros, feitas por cozinheiras de santo nos ajudarão a compreender melhor, neste percurso, a personalidade dos santos, as formas de devoção, as funções dos alimentos e a relação entre corpo e espiritualidade nas religiões de matriz africana.
Mediador: Reginaldo Prandi, escritor do livro Mitologia dos Orixás, A criação do Mundo – contos e lendas afro-brasileiros, Morte nos Búzios, Segredos Sagrados – Orixás na Alma Brasileira
27/11 SÁBADO
SESC SANTO AMARO
15h / 18h30
Pela alma e pelo corpo, outras medicinas. A busca pela saúde e pelo bem estar nem sempre passa pela ciência e pela farmácia. Neste percurso investigaremos práticas populares da região de Santo Amaro de se alcançar a cura, seja por meio de plantas e substâncias medicinais, seja por meio de gestos, orações.
Mediadora: Ana do Val
Arquiteta, urbanista e artista plástica, pesquisadora do Grupo de Estudos em Mídia Impressa no COS/PUCSP. Etudou na escola de Belas Artes de Frankfurt. Coordenadora executiva de mapeamentos e interfaces digitais do Núcleo de Desenvolvimento Cultural do Intituto Polis, onde cordena projeto de mapeamento sociocultural da zona sul de São Paulo para o SESCSP.
28/11 DOMINGO
SESC SANTO AMARO
15h / 18h30
Santo Amaro – Bom Retiro Território em Trânsito. Como a arte pode se relacionar com processos de transformação urbana e social? Este percurso ao estabelecer ligações entre dois diferentes bairros da cidade, colocará em evidências pessoas e práticas artísticas que ativam processos que potencializam a capacidade criativa do espaço social local.
Mediadora: Lilian Amaral
Artista visual, mestre e doutora em artes visuais pela ECA/USP, pesquisadora curadora em projetos de arte pública contemporânea, desenvolve o projeto: Arte urbana no Brasil e paises Ibero Americanos, integra o coletivo POCS/Barcelona, dirige o projeto: “Museo aberto: a cidade como museo”
www.pocs.org
28/06/2011 às 11:00 · Arquivado em São Paulo
Quando terminaram os percursos para o SESC de São Paulo eu fiz um e-mail para compartilhar alguns das percepções, sentimentos. Na época, eu e a Thaís não tivemos tempo de alimentar um blog. Posto agora o fly, a lista dos percursos, este e-mail e amanhã ou depois algumas fotos para que a nossa memória tenha essa ajuda.
Gente gentil….
também saio agradecido e com a memória saindo pelo ladrão como os novos souvenirs. Fica a visão do terraço do copan, noite de céu aberto com luzinhas dos aviões subindo e descendo, meio a milhões de outras amareladas, ou a milhares vermelhas na ponta dos para-raios, bem abaixo de uma lua que parecia querer se enturmar. Também vou levar a imagem da névoa que foi se fechando sobre a represa, transformando-se em um gravura chinesa, para em seguida não ser mais nada, só névoa e estranhamento. Fica a chuvinha no rosto, sapato meio molhado, alarido educado de adolescentes felizes e uma balsa deslizando por entre dois trapézios. Fica uma história terrível como só as de carochinha podem ser, com lenha, floresta, cavalo, caçador, rapto, escravidão e libertação. E choro e dor e bálsamos. Fica o remorso pelo peso da caixa de som e a vontade de um motorzinho, ou que fosse um vilão de história em quadrinhos levando-a por percursos infindáveis morros acima até mudar de alma. Fica a imagem de plantinhas do Caio Fernando Abreu ainda hoje vivas e bem cuidadas por seu amigo, fica essa sensação de que o afeto gera tempo e disponibilidade, inclusive para passear. Ah… levarei comigo durante muito, muito tempo a lembrança de um trabalhador do mercado improvisando uma venda para compartilhar que experimentávamos naquele percurso guiado pelo Marcos. Claro que Gabriela vai ficar em lguar especial, assim como os guardachuvas, a água, o brigadeiro, a bolsa, todas aquelas pequenas coisinhas, que mostraram um jeito suave de cuidar. Vou continuar lamentando não ter ido ao percurso da Comida de Santo e para compensar vou rir lembrando de quando entrei no quarto do hotel que já estava ocupado: esqueço nunca a mulher segurando com uma mão o lençol acima dos peitos, dando um pulo e aplicando uma portada muito segura na minha cara. A primeira portada ninguém esquece.
Enfim, caros novos amigos, , acho que o mesmo diz a Thaís, não vou esquecer de vocês, da Sandra com quem tenho tantoas identidades estéticas (o gosto pelo Ministry of Sally Walk: algum dia teremos coragem de sermos tão ridículos?), a Tatiane, tão doce e envolvida com missões impossíveis (encotnrar identidade para Sergipe), a Denise que possui dento de casa a mais amável das previdências privadas, o Tomaz que faz da arte exercício de humanidade, o Rafa a tudo atento e atencioso.
Vou fazer um foto mental nossa ao lado da prateada Gabriela e do seu Vicente. Não sou muito dado a nostalgias mas quem sabe algum dia eu não queira mostrar algumas fotos antigas, falar de coisas que aconteceram, assim pequenas, assim especiais.
Júlio